Bye Belly, hello little Girl

IMG_2841_edIMG_2826_edIMG_2843_edIMG_2850_edIMG_2823_edBelly, girl, so gonna miss you!…
… and “soon-soon” estarei a dar-te as boas-vindas, meu amor pequenino. Barriga linda da mãe, oito meses e nós aqui, as duas, em sintonia, em reconhecimento, em amor…
Não há dúvida, aprendemos a desfrutar quando nos abrimos ao que estamos a viver, sem constrangimentos.
Minha terceira semente, meu bebé, minha filha tão desejada…! Passou depressa… afinal…! Já nostalgia… não mais barriga, não mais pontapés, soluços, cócegas e empurrõezinhos… não mais falar contigo e sentir-te mexer… belly, girl… I am so gonna miss you!…
Espero que um dia possas passar pela beleza única de sentir um filho a gerar!
De braços totalmente abertos, de sorriso rasgado e lágrimas felizes… assim te espero, meu amor…!
Até já. Da mãe.

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Simples, Agosto

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Calor. Muito calor. O dia esconde-se quente e acorda a escaldar. Tentamos passar pelo meio das ondas quentes, mas não há espaço. Esta é a descrição mais próxima deste Agosto. Querer aproveitá-lo e, ao mesmo tempo, querer que este mês passe a correr.
“Beba água, beba muita água!”, sim, bebo muita, bebemos todos. Andamos tal e qual como o vagar do calor. Este mês já corremos para a beira da água, ao fim do dia, algumas vezes, já que durante o dia a barriga não se pode passear.
As nossas férias saltam entre os cuidados com o calor e a normalidade que queremos manter. Entre o cheiro a fumo, dos incêndios, lá fora, e as correntes de ar pela casa.
Substituímos os mergulhos que não podemos ir dar tantas vezes à praia, por gelados, passeios e saladas! Damos um último pulo ao Sudoeste do bem, olhamos para a oliveira Olívia que vai crescendo forte. E lá vamos optando por programas alternativos.
Faltam poucas semanas para tudo voltar ao normal…
Faltam poucas semanas para nada voltar a ser igual…!
Entretanto… vamos dar um mergulho na piscina?

Daqui

Daqui-Eco-luz

Cá dentro vimos passar três festas de “voltas ao Sol” nos últimos meses. Houve o frio e a chuva fora do tempo e depois chegou o calor. Estamos a galope no Julho.
Aqui estás, provavelmente a maior observadora no meio de todos nós. Porque nós já nos distraímos com tudo o que passa, e que se houve, e se sente… e tu, atentas apenas aos sinais. Daqui, observas devagarinho e registas as vozes, os tons, os sons. Por aqui, eles vão-te abraçando, envolvendo, cuidando. Enquanto esperamos apercebemo-nos de ti, e tu registas o tudo de nós.
As nossas birras, as nossas gargalhadas, as nossas músicas. O calor das nossas mãos e dos nossos beijos. Eu sou a única que não consigo beijar-te. Mas sou a única que te consegue sentir. Cabes cada vez menos aqui dentro e cada vez mais em nós. E nós contamos CINCO, fazemos planos, arrumamos a nossa tenda, estudamos o que devemos aprender. Os meninos conversam entre eles sobre a partilha dos espaços, das coisas… e dos afectos. “Onze, sete e zero anos”, dizem eles. Devagarinho, contam os dias para te ver. No meio do calor, dos mergulhos na praia e das horas perdidas de brincadeiras.
Daqui, tu ouves-nos, atenta, e deves também estar ansiosa por descobrir as imagens de nós. Daqui, de fronte da tua janela, em breve se vai abrir um mundo inteiro e a nossa tenda, que te vai receber.

Caminho

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Sabemos que estamos no bom caminho quando:
Um filho ajeita o fio da mãe que está ligeiramente torto, junto ao colo.
Um filho se esconde por baixo do edredão só para a mãe poder perguntar: “Mas o que será que se esconde ali…?”
Uma filha sorri com ‘aquele sorriso’ para a mãe quando elas se reencontram, diz: “tive saudades tuas, mãe!” e ambas saltam de imediato com perguntas e novidades sobre a semana que passou.
Um filho olha para a mãe e diz com ar malandro: “Estás gordinha, mãe!” e, antes que a mãe responda, avança: “Gordinha, não, tens uma barriga de Luz!”.
Uma filha pequenina reage com um movimento no ventre da mãe sempre que a mãe pensa  sobre ela, para dentro de si.
Uma filha compra uma pulseira de “melhores amigas” e embrulha-a num papel pequenino, muito dobradinho, onde está escrito:
“Para a melhor mãe do Mundo! <3”

Colo-ninho

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Meus queridos filhos, se vocês soubessem o que uma mãe aprende todos os dias..! Sou mãe há 10 quase-quase 11 anos… tanta coisa já vivemos, tanta coisa já mudou, tantas verdades absolutas foram derrubadas..!
As experiências, nossas e as dos outros, já me ajudaram tanto.
Ver o mundo com outros olhos. Perceber que não há regras definidas para nada. Perceber que aquilo que vem nos livros não pode acorrentar-nos a padrões, serve apenas para nos fazer pensar.
Quero pedir-vos desculpa se um dia não houve colo. Espero que compreendam.
As verdades estão sempre a mudar, porque ninguém é dono de dizer: – “Assim é que deve ser!”.
Se algum dia falhei um colo, desculpem-me, estava provavelmente demasiado ocupada a ser racional. Se algum dia vos “obriguei” a dormir sozinhos, para crescerem sem medos (?!) desculpem-me, estava demasiado cansada… queremos fazer o melhor… só que às vezes pensamos que o melhor é o que os outros dizem… quando na verdade só nós, enquanto núcleo de corações, poderemos saber o que melhor se adapta às nossas vivências. Cada coração é único, e por isso está errado pensarmos que o que o “tal espectacular pediatra” diz, ou a socióloga defende, há-de ser o melhor para nós. O melhor, para nós, só poderá ser aquilo que nos fizer bem, sem nos ferir a nós, nem aos outros.
Isto de ser mãe é como estar constantemente num misto entre um parque de diversões e os temíveis exames orais, entre ser (voltar a ser) criança e acharmos que temos de mostrar que somos capazes. Capazes de quê? Se a Vida é uma constante aventura e incógnita… então é sermos capazes de nos darmos aos outros, capazes de mostrar valores humanos essenciais, capazes de olhar e, antes de julgar, compreender.
Estamos juntos há quase 11 anos, primeiro três, depois quatro, e agora… prestes a sermos cinco. Pelo caminho, felizmente, já muito colo recuperámos, uns dos outros, e de mim para vocês. Estamos juntos… e a vossa presença vai tranquilizar os meus primeiros momentos de ser mãe outra vez… como se fosse a primeira vez… “porque de cada vez, é sempre como se fosse a primeira vez…!”Semente E se da primeira vez te deixei chorar demais… e se da segunda vez, achei que exigias demais… agora sei, “minha terceira vez”, que nove meses a crescermos juntas, cá dentro, no núcleo da vida, nove meses de amor crescente e de cumplicidade infinita, não podem abruptamente ser interrompidos por normas alheias à Vida, e ao que ela representa. Nove meses de apego, cá dentro, nunca poderão ser interrompidos porque vieste ver o mundo cá fora. Pelo contrário, terás mais braços ainda para o aconchego. Afinal… terás tanto tempo para estar longe do ninho… vamos querer-te perto, terceira LUZ…
e eu estarei para vocês sempre perto. Sempre.