E foi mesmo”uma hora pequenina”!

20161011_1158481_pb20161011_1158021_pb20161011_1157041_pb20161011_115904_pb20161023_11423820161023_114732Nasceu! Uma Luzinha pequenina que veio iluminar mais o nosso mundo, há um mês e três semanas. Um enamoramento e amor desde então. Muito sono… mas muita felicidade!

O Momento:
Despertámos de madrugada, depois de sentir que as contracções eram reais e estavam a acontecer a intervalos pequenos… saímos todos (3 de nós + a semente) de casa e fomos para a maternidade. Entre dar entrada no hsfx e o nascimento da Luz passaram 2 horas. A mim, pareceram-me mais 10 minutos… muito rápido… demasiado rápido, alucinante!
Tinha sonhado voltar a ser mãe, estar grávida, tinha sonhado em gerar mais uma força feminina… tinha depois sonhado com um parto natural… e por fim… com uma hora pequenina…! E não é que todas as forças da Natureza se conjugaram a nosso favor…? Todo o processo, entre contracções “brutas” e expulsão, demorou uns gloriosos 30 minutos! Obrigada, mãe Natureza. Parecia o fim do mundo!… Não, parecia o princípio do mundo! Às pressas, eu mãe, tu filha, as forças todas conjugadas… e nasceste! Foi o início do Teu Mundo, minha filha Luz!
E afinal… tanto se temem as dores de um parto natural… e não senti dor alguma… as contracções!? Essas sim, sensações insuportáveis! Mas tudo ficou para trás naquele momento único em que a enfermeira disse: “Vá, mãe, venha aqui com as suas mãos puxar a sua menina!” Que sorte tivemos, minha filha! Cortei o cordão que nos ligava e vieste imediatamente para o meu colo e abracei-te contra mim, pele com pele. Bem-vinda para junto de nós, meu amor! O pai olhou para ti, abraçou-nos e apaixonou-se.
Correu tudo tão bem e eu só pensava: fechei os nascimentos com chave de ouro. Mais uma vez, toda a equipa de enfermeiros do hsfx foi excelente ajudando muito a facilitar o parto.
“Nunca imaginei!!… Nem acredito!!…tive um parto natural!”, esta era a frase que eu repeti várias vezes nos minutos após o parto e que fazia sorrir toda a equipa. Fiquei verdadeiramente feliz, incrédula e depois muito feliz!
Muito agradecida por esta bênção, pela experiência do milagre único de gerar vida, pelo amor que nos rodeia, por esta família, por ter tido sempre o meu “berço de ouro” que me ajudou e ajuda a ser melhor…!
Agradecida. Que a aventura continue, sempre!

Nota especial de apreço: E embora o meu obstetra de sempre não tenha podido estar presente neste glorioso parto, ele está no meu coração desde há quase 12 anos, sabendo sempre como acompanhar, mimar e tranquilizar as futuras mães… obrigada Dr. Fernando Cirurgião.

Advertisements

Aquela hora, pequenina

img_20160906_111545img_20160906_224311img_20160917_093418img_20160917_093330img_20160911_235013
Desde há um mês que ouço, pelas mais variadas formas e vinda das mais inesperadas pessoas, essa grande frase:
“Uma hora pequenina!”
Há qualquer coisa de delirante neste desejo – um misto de “ai de ti que não me desejes isso!”, com “ai é agora, está a chegar!…”, ou ainda “hora?! Segundos, nós queremos é segundos pequeninos!…”. Depois, volto à realidade da frase e àquilo que ela encerra, e sorrio para as pessoas: “Obrigada, assim seja, oxalá!”.
Vou, pela terceira vez, assistir a essa tal hora – já sabemos que as probabilidades estão literalmente a 50%. Nem mais, nem menos. Já vivemos “cenas” difíceis anteriores, já respirámos várias vezes profundamente a lembrar as palavras da preparadora pré-parto. Já desesperámos por achar que “já não aguento mais!!!”… e, depois, já tranquilizámos, quando os recebemos nos nossos braços, acabando por mandar para a nossa caixa secreta todos os momentos mais dolorosos ou assustadores.
Tal como da primeira vez, tenho esta frase na minha mente desde o primeiro dia em que o meu pai ma lembrou, quando pouco ou nada faltava para ser ‘mãe de primeira viagem’: “Como uma força que ninguém pode parar!”. Vamos então, com essa força, apostar mais em “segundos pequeninos”, viver o momento e crer que será sempre transitório, mas com toda a intensidade!
Viver os momentos, como este que também estamos a viver, em simultâneo: o regresso à rotina, às escolas, aos amigos de sempre e aos novos amigos que já são os melhores amigos :-). Cadernos novos, manuais “com aquele cheiro único”, lápis por afiar! Pelo meio, alguns momentos de relativa liberdade, para que o (re)começo seja suave… o mais suave possível!
E a verdade é que nas últimas semanas fartámo-nos de “queimar cartuchinhos” 😉
Bring them all, cheers to the new beginnings!
P.S. Nunca olhei tanto para um calendário de Luas!

Bye Belly, hello little Girl

IMG_2841_edIMG_2826_edIMG_2843_edIMG_2850_edIMG_2823_edBelly, girl, so gonna miss you!…
… and “soon-soon” estarei a dar-te as boas-vindas, meu amor pequenino. Barriga linda da mãe, oito meses e nós aqui, as duas, em sintonia, em reconhecimento, em amor…
Não há dúvida, aprendemos a desfrutar quando nos abrimos ao que estamos a viver, sem constrangimentos.
Minha terceira semente, meu bebé, minha filha tão desejada…! Passou depressa… afinal…! Já nostalgia… não mais barriga, não mais pontapés, soluços, cócegas e empurrõezinhos… não mais falar contigo e sentir-te mexer… belly, girl… I am so gonna miss you!…
Espero que um dia possas passar pela beleza única de sentir um filho a gerar!
De braços totalmente abertos, de sorriso rasgado e lágrimas felizes… assim te espero, meu amor…!
Até já. Da mãe.

Simples, Agosto

IMG_20160806_104916

IMG_20160816_155810
IMG_20160810_152044IMG_20160816_155934
Calor. Muito calor. O dia esconde-se quente e acorda a escaldar. Tentamos passar pelo meio das ondas quentes, mas não há espaço. Esta é a descrição mais próxima deste Agosto. Querer aproveitá-lo e, ao mesmo tempo, querer que este mês passe a correr.
“Beba água, beba muita água!”, sim, bebo muita, bebemos todos. Andamos tal e qual como o vagar do calor. Este mês já corremos para a beira da água, ao fim do dia, algumas vezes, já que durante o dia a barriga não se pode passear.
As nossas férias saltam entre os cuidados com o calor e a normalidade que queremos manter. Entre o cheiro a fumo, dos incêndios, lá fora, e as correntes de ar pela casa.
Substituímos os mergulhos que não podemos ir dar tantas vezes à praia, por gelados, passeios e saladas! Damos um último pulo ao Sudoeste do bem, olhamos para a oliveira Olívia que vai crescendo forte. E lá vamos optando por programas alternativos.
Faltam poucas semanas para tudo voltar ao normal…
Faltam poucas semanas para nada voltar a ser igual…!
Entretanto… vamos dar um mergulho na piscina?

Daqui

Daqui-Eco-luz

Cá dentro vimos passar três festas de “voltas ao Sol” nos últimos meses. Houve o frio e a chuva fora do tempo e depois chegou o calor. Estamos a galope no Julho.
Aqui estás, provavelmente a maior observadora no meio de todos nós. Porque nós já nos distraímos com tudo o que passa, e que se houve, e se sente… e tu, atentas apenas aos sinais. Daqui, observas devagarinho e registas as vozes, os tons, os sons. Por aqui, eles vão-te abraçando, envolvendo, cuidando. Enquanto esperamos apercebemo-nos de ti, e tu registas o tudo de nós.
As nossas birras, as nossas gargalhadas, as nossas músicas. O calor das nossas mãos e dos nossos beijos. Eu sou a única que não consigo beijar-te. Mas sou a única que te consegue sentir. Cabes cada vez menos aqui dentro e cada vez mais em nós. E nós contamos CINCO, fazemos planos, arrumamos a nossa tenda, estudamos o que devemos aprender. Os meninos conversam entre eles sobre a partilha dos espaços, das coisas… e dos afectos. “Onze, sete e zero anos”, dizem eles. Devagarinho, contam os dias para te ver. No meio do calor, dos mergulhos na praia e das horas perdidas de brincadeiras.
Daqui, tu ouves-nos, atenta, e deves também estar ansiosa por descobrir as imagens de nós. Daqui, de fronte da tua janela, em breve se vai abrir um mundo inteiro e a nossa tenda, que te vai receber.