deuses loucos

“Três foi a conta que Deus fez…!” Não sei bem se fez, que eu cá acredito nos homens (ainda) e nas forças da Natureza! E essa, sim, a Natureza, soube somar-nos mais um e, com a vinda deste “um”, mimou-nos com o lado mais doce da vida. Veio tranquila, feliz, despreocupada. “O terceiro não tem hipótese, ou aceita o que cá está e apanha o barco, sorridente, ou…” (diz a mãe, tantas vezes, a tentar explicar o bebé bom que nós temos). Um-mais-Um-mais-Um igual a casa cheia com mais gargalhadas e sorrisos. Não nego, é uma loucura, é um corre-corre, é uma multidão de gente e já é uma confusão de falas entrecruzadas (a Lulu palra como gente grande ;-)…) mas é uma loucura boa. E rimos mais vezes. Aceitamos melhor.
Descomplicar, aquela palavra que escrevo todos os dias. Mentalmente.
E depois é também chegar ao fim do período escolar e respirar de alívio… afinal não houve abanões grandes nos resultados, as noites mal dormidas de uns e os dias infindáveis de outros não deixaram mossa grande! Aqueles primeiros meses de bebé pequenino passaram a correr, para todos! Estão tão crescidos. E agora?
Chegaram as férias deles. Lá chegarão as nossas… para já, reunimos os papelinhos soltos do ano, todos juntos, e arrumamo-los à secretária. Os dias acordam a chamar por nós… “Venham, cá fora é que se está bem!”, e lá vamos nós, para a rua, abraçamos os despertares e os atropelos na cozinha, e seguimos em frente, mais um dia louco, mais um dia que pode ser louco, mas que queremos feliz!IMG_20170215_232641IMG_20170422_144912IMG_20170616_144308IMG_20170527_162947IMG_20170507_134630

Esta última até merecia um post só dela!

A while of happiness

20161129_140143-120161123_144916-1BrightIMG_0828IMG_20170324_120438IMG_20170324_120619IMG_20170324_120238It’s been a while… foi um momento, um momento só… e, de repente, a nossa bebé está connosco há 6 meses….! UAU! Borboletas e corações Tantas experiências já vividas, tantos sorrisos, abraços e abracinhos dos outros braços pequeninos, gargalhadas, muitas gargalhadas ( e alguns gritos!!) e a partilha do amor.
Veio o primeiro Natal… o primeiro aniv. da Mã Ninana, do Avô… o Carnaval, o primeiro Dia do Pai…! A nossa vida tem sido ainda mais repleta de aventura, tão boa, tao perfeita nas pequenas coisas imperfeitas.
Enquanto a pequenina cresce, devagarinho-rápido, os irmãos crescem a voar… socorro… às vezes… mal os consigo apanhar! Perfeita-imperfeição. Como quando, à noite, a bebé interrompe o sono porque a fome aperta. Juntas, unimo-nos num abraço e ficamos em suspenso, por alguns momentos. Nesses momentos, a mãe paira lá no alto, entre a realidade dos dias, os sonhos e as preocupações. “Queria ter este momento perpétuo, para sempre”, “Mas não posso ser egoísta, devo deixar-te crescer…!”, “Amanhã o filho tem futebol, tenho de preparar a mochila extra”, “A filha grande pediu-me para assinar uma autorização, não esquecer”. “Mas se o filho tem futebol, o lanche tem de ser reforçado…”, “só faltam 40 minutos para tocar o despertador”, “neste abraço nunca te perdes”… “Li uma vez que, se um dia nos perdermos na neve, em família, devemos encontrar abrigo, permanecer lá dentro o mais aconchegados e abraçados possível até que venha a luz do dia… mas e se um de nós não aguentar?”, “Deixa, isto é só uma suposição”, “Agora só faltam 30 minutos para tocar o despertador…”, “Ainda dormes mais um bocadinho, enquanto a mãe come tranquilamente o PA antes de os ‘marabuntinhas’ acordarem”, “Tocou o despertador!!!… grgrgrgrggrgrg…. mas hoje é sexta-feira, amanhã o meu único despertador serás tu, bebé… ou os manos e para este tipo de despertador vale sempre a pena sorrir…!” 🙂

E foi mesmo”uma hora pequenina”!

20161011_1158481_pb20161011_1158021_pb20161011_1157041_pb20161011_115904_pb20161023_11423820161023_114732Nasceu! Uma Luzinha pequenina que veio iluminar mais o nosso mundo, há um mês e três semanas. Um enamoramento e amor desde então. Muito sono… mas muita felicidade!

O Momento:
Despertámos de madrugada, depois de sentir que as contracções eram reais e estavam a acontecer a intervalos pequenos… saímos todos (3 de nós + a semente) de casa e fomos para a maternidade. Entre dar entrada no hsfx e o nascimento da Luz passaram 2 horas. A mim, pareceram-me mais 10 minutos… muito rápido… demasiado rápido, alucinante!
Tinha sonhado voltar a ser mãe, estar grávida, tinha sonhado em gerar mais uma força feminina… tinha depois sonhado com um parto natural… e por fim… com uma hora pequenina…! E não é que todas as forças da Natureza se conjugaram a nosso favor…? Todo o processo, entre contracções “brutas” e expulsão, demorou uns gloriosos 30 minutos! Obrigada, mãe Natureza. Parecia o fim do mundo!… Não, parecia o princípio do mundo! Às pressas, eu mãe, tu filha, as forças todas conjugadas… e nasceste! Foi o início do Teu Mundo, minha filha Luz!
E afinal… tanto se temem as dores de um parto natural… e não senti dor alguma… as contracções!? Essas sim, sensações insuportáveis! Mas tudo ficou para trás naquele momento único em que a enfermeira disse: “Vá, mãe, venha aqui com as suas mãos puxar a sua menina!” Que sorte tivemos, minha filha! Cortei o cordão que nos ligava e vieste imediatamente para o meu colo e abracei-te contra mim, pele com pele. Bem-vinda para junto de nós, meu amor! O pai olhou para ti, abraçou-nos e apaixonou-se.
Correu tudo tão bem e eu só pensava: fechei os nascimentos com chave de ouro. Mais uma vez, toda a equipa de enfermeiros do hsfx foi excelente ajudando muito a facilitar o parto.
“Nunca imaginei!!… Nem acredito!!…tive um parto natural!”, esta era a frase que eu repeti várias vezes nos minutos após o parto e que fazia sorrir toda a equipa. Fiquei verdadeiramente feliz, incrédula e depois muito feliz!
Muito agradecida por esta bênção, pela experiência do milagre único de gerar vida, pelo amor que nos rodeia, por esta família, por ter tido sempre o meu “berço de ouro” que me ajudou e ajuda a ser melhor…!
Agradecida. Que a aventura continue, sempre!

Nota especial de apreço: E embora o meu obstetra de sempre não tenha podido estar presente neste glorioso parto, ele está no meu coração desde há quase 12 anos, sabendo sempre como acompanhar, mimar e tranquilizar as futuras mães… obrigada Dr. Fernando Cirurgião.

Aquela hora, pequenina

img_20160906_111545img_20160906_224311img_20160917_093418img_20160917_093330img_20160911_235013
Desde há um mês que ouço, pelas mais variadas formas e vinda das mais inesperadas pessoas, essa grande frase:
“Uma hora pequenina!”
Há qualquer coisa de delirante neste desejo – um misto de “ai de ti que não me desejes isso!”, com “ai é agora, está a chegar!…”, ou ainda “hora?! Segundos, nós queremos é segundos pequeninos!…”. Depois, volto à realidade da frase e àquilo que ela encerra, e sorrio para as pessoas: “Obrigada, assim seja, oxalá!”.
Vou, pela terceira vez, assistir a essa tal hora – já sabemos que as probabilidades estão literalmente a 50%. Nem mais, nem menos. Já vivemos “cenas” difíceis anteriores, já respirámos várias vezes profundamente a lembrar as palavras da preparadora pré-parto. Já desesperámos por achar que “já não aguento mais!!!”… e, depois, já tranquilizámos, quando os recebemos nos nossos braços, acabando por mandar para a nossa caixa secreta todos os momentos mais dolorosos ou assustadores.
Tal como da primeira vez, tenho esta frase na minha mente desde o primeiro dia em que o meu pai ma lembrou, quando pouco ou nada faltava para ser ‘mãe de primeira viagem’: “Como uma força que ninguém pode parar!”. Vamos então, com essa força, apostar mais em “segundos pequeninos”, viver o momento e crer que será sempre transitório, mas com toda a intensidade!
Viver os momentos, como este que também estamos a viver, em simultâneo: o regresso à rotina, às escolas, aos amigos de sempre e aos novos amigos que já são os melhores amigos :-). Cadernos novos, manuais “com aquele cheiro único”, lápis por afiar! Pelo meio, alguns momentos de relativa liberdade, para que o (re)começo seja suave… o mais suave possível!
E a verdade é que nas últimas semanas fartámo-nos de “queimar cartuchinhos” 😉
Bring them all, cheers to the new beginnings!
P.S. Nunca olhei tanto para um calendário de Luas!

Bye Belly, hello little Girl

IMG_2841_edIMG_2826_edIMG_2843_edIMG_2850_edIMG_2823_edBelly, girl, so gonna miss you!…
… and “soon-soon” estarei a dar-te as boas-vindas, meu amor pequenino. Barriga linda da mãe, oito meses e nós aqui, as duas, em sintonia, em reconhecimento, em amor…
Não há dúvida, aprendemos a desfrutar quando nos abrimos ao que estamos a viver, sem constrangimentos.
Minha terceira semente, meu bebé, minha filha tão desejada…! Passou depressa… afinal…! Já nostalgia… não mais barriga, não mais pontapés, soluços, cócegas e empurrõezinhos… não mais falar contigo e sentir-te mexer… belly, girl… I am so gonna miss you!…
Espero que um dia possas passar pela beleza única de sentir um filho a gerar!
De braços totalmente abertos, de sorriso rasgado e lágrimas felizes… assim te espero, meu amor…!
Até já. Da mãe.