trevo de folhas

IMG_20171217_132601_556Trevo. Uma planta que me deixa feliz (de três, quatro folhas… é igual!) e que alguém decidiu tornar música. Uma música que cantamos lá por casa muitas vezes; quando passa na rádio pára tudo e nós cantamos. Feliz é aquele a quem a música toca.
Hoje é o dia da Festa de Natal do miúdo do meio, sabe as músicas todas na ponta da língua. Sabe o ritmo e canta “afinado”. Seria igualmente bonito se não cantasse afinado. Porque o melhor de tudo é cantar. E os meus filhos cantam! Acho que não têm muita hipótese, dada a cadência estonteante com que a mãe salta de música em música, no carro. (sim, o melhor dos nossos palcos é o carro!). Fazemos segundas vozes e, se não fica bem, tentamos um tom acima ou outro abaixo, para a próxima; a miúda mais velha é especialista nas segundas vozes. Damos realmente “tudo no carro” (#dátudonocarro/https://www.facebook.com/ritaferroalvim/), é o nosso momento, até parece que saímos das músicas mais libertos.
Xutos, Kika, Alicia, Natais da Comercial, Carminho, Leopoldina, Pablo, Mariza, Salvador, Músicas da Maria, Agir, Ed Sheeran, Raquel, Matias… pouco importa…!
O mais importante é sentir. E eles sentem e a bebé acompanha! Juro que acompanha. “da-da-da-da-da-daaaaaaaaaaaaaaa”, sobrepõe-se às rimas dos manos e acompanha. Não vai ter hipótese. Vai cantar. Já canta.
A “minha vida toda” foi passada a cantar. Primeiro a ouvir, baixinho, aquela voz de embalar de uma mãe que sempre pertenceu a coros, depois a ouvir declamar e cantar aquela voz forte de um pai de mão dada à minha. Não sei viver sem música. E sem cantar. E eles também já não. Corre no coração essa vontade. E depois têm um pai que gosta de cantar, herdou igualmente!).
Trevo. A herança das nossas famílias é o nosso trevo. Pode ser de quatro folhas, mas se for de três é bom, não há coisas imperfeitas, há coisas diferentes, na música, e na vida… toda <3.

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essência. [muito]

IMG_20170129_121848-1Dizer que uma pessoa é abençoada com a vida que tem é pouco.

“Nos sobran las palabras”. Olhar para o lado, de todos os lados. Olhar de dentro para fora e de fora para dentro.
Tenho Muito. Tenho tanto. Mas não é aquele muito que estonteia e … É aquele pouco que para mim é tão bastante e tão infinitamente maior.
Custa, às vezes, ver de longe, e sair do quotidiano-mundozinho-frenético-e-preocupante-aborrecido.
Mas temos de sair dali, muitas vezes, ou arriscamo-nos a sermos engolidos por ele.
E desaparecemos. Desaparece a essência de nós. Aquele toque de nós. Individual. Particularmente único. Distinto. Aquele que um pai vê crescer, aquele por quem um filho se derrete, aquele por quem um amor se apaixona. Aquela essência única de cada um de nós. Que transbordamos nos momentos felizes.
E que esquecemos de cuidar, tantas vezes. Cuidar da essência de nós. Agradecermos a vida, todos os dias. A essência somos nós. E somos muito.

Un Año de Amor

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Un año y un poquito más, un par de meses, ya…
que la vida sigue sin saber se lo apuntas en tu cuaderno o lo dejas huír.
Un año de ti, meu amor pequenino. Um ano-mais dois meses (e todos aqueles 9 meses) em que o nosso coração se foi enchendo mais e mais.Saíste tão melhor do que aquilo que podíamos imaginar. Perfeita, Aos nossos olhos. Aos meus, como o são também os teus irmãos.Vamos ter uma vida inteira para acharmos que às vezes não somos assim tão perfeitos, e que podemos falhar, e que também estamos sempre cá para abraçar. Sempre. Escutem bem, Vocês, meus três queridos: SEMPRE.
Veio o primeiro aniversário da Loulou e o nosso mundo parou para festejar.
”Um ano de LUZ, da vossa (e da nossa) Luz!” – ouvimos dizer.
Um ano de alegria, aprendizagem, mais partilha.
Um ano de correria, trabalho, mais “ginástica”. Um ano abençoado por todos os momentos irrepetíveis. O primeiro sorriso, o primeiro dente, a primeira birra, o primeiro soprar de velas, a primeira palavra (“cate”=gato), um “Pai-i-i” com toda a ternura que lá vem dentro. Tudo primeiro. E bom.
Que seja sempre, pelo menos, assim. Sabemos que estamos no bom caminho quando há muito mais gargalhadas do que dias ruins.
Quando ouvimos o mano dizer: “és o bebé mais lindo que eu já vi em toda a minha vida!”, ou quando a mana solta a frase apaixonada: “Ai mãe, a Loulou é tão linda, meu Deus!”. Os manos também crescem ao ver-te crescer… crescem tanto, socorro!… E isso é bom, claro, mas fica sempre a vontade de abrandar o crescimento.
Abrandar, talvez seja esta a palavra que devemos agora conjugar.
Depois daquela outra… Amar.

Say, Slow

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obras, uma casa + uma, férias que foram sendo e depois já não eram e que depois foram férias de novo. Experiências maravilhosas a cinco. E o dar valor às coisas pequeninas. Devagar. É mesmo assim que queremos fazer.
No final, quando “torcermos” a nossa história, a nossa vida, lá mais para diante, que gotas queremos que se soltem dessa toalha de história?
Frenesi? Ganância? Coisas efémeras e doentias? Stress e ansiedades? Não.
[até faço parágrafo para não ter palavras negativas tão por perto…]
Lembranças, partilhas, experiências, amor. Sorrisos.
Voltou a escola. Novos começos e o voltar aos sítios onde já fomos felizes.
Energia e disposição, sejamos felizes, sem pressas.

deuses loucos

“Três foi a conta que Deus fez…!” Não sei bem se fez, que eu cá acredito nos homens (ainda) e nas forças da Natureza! E essa, sim, a Natureza, soube somar-nos mais um e, com a vinda deste “um”, mimou-nos com o lado mais doce da vida. Veio tranquila, feliz, despreocupada. “O terceiro não tem hipótese, ou aceita o que cá está e apanha o barco, sorridente, ou…” (diz a mãe, tantas vezes, a tentar explicar o bebé bom que nós temos). Um-mais-Um-mais-Um igual a casa cheia com mais gargalhadas e sorrisos. Não nego, é uma loucura, é um corre-corre, é uma multidão de gente e já é uma confusão de falas entrecruzadas (a Lulu palra como gente grande ;-)…) mas é uma loucura boa. E rimos mais vezes. Aceitamos melhor.
Descomplicar, aquela palavra que escrevo todos os dias. Mentalmente.
E depois é também chegar ao fim do período escolar e respirar de alívio… afinal não houve abanões grandes nos resultados, as noites mal dormidas de uns e os dias infindáveis de outros não deixaram mossa grande! Aqueles primeiros meses de bebé pequenino passaram a correr, para todos! Estão tão crescidos. E agora?
Chegaram as férias deles. Lá chegarão as nossas… para já, reunimos os papelinhos soltos do ano, todos juntos, e arrumamo-los à secretária. Os dias acordam a chamar por nós… “Venham, cá fora é que se está bem!”, e lá vamos nós, para a rua, abraçamos os despertares e os atropelos na cozinha, e seguimos em frente, mais um dia louco, mais um dia que pode ser louco, mas que queremos feliz!IMG_20170215_232641IMG_20170422_144912IMG_20170616_144308IMG_20170527_162947IMG_20170507_134630

Esta última até merecia um post só dela!