Aquela hora, pequenina

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Desde há um mês que ouço, pelas mais variadas formas e vinda das mais inesperadas pessoas, essa grande frase:
“Uma hora pequenina!”
Há qualquer coisa de delirante neste desejo – um misto de “ai de ti que não me desejes isso!”, com “ai é agora, está a chegar!…”, ou ainda “hora?! Segundos, nós queremos é segundos pequeninos!…”. Depois, volto à realidade da frase e àquilo que ela encerra, e sorrio para as pessoas: “Obrigada, assim seja, oxalá!”.
Vou, pela terceira vez, assistir a essa tal hora – já sabemos que as probabilidades estão literalmente a 50%. Nem mais, nem menos. Já vivemos “cenas” difíceis anteriores, já respirámos várias vezes profundamente a lembrar as palavras da preparadora pré-parto. Já desesperámos por achar que “já não aguento mais!!!”… e, depois, já tranquilizámos, quando os recebemos nos nossos braços, acabando por mandar para a nossa caixa secreta todos os momentos mais dolorosos ou assustadores.
Tal como da primeira vez, tenho esta frase na minha mente desde o primeiro dia em que o meu pai ma lembrou, quando pouco ou nada faltava para ser ‘mãe de primeira viagem’: “Como uma força que ninguém pode parar!”. Vamos então, com essa força, apostar mais em “segundos pequeninos”, viver o momento e crer que será sempre transitório, mas com toda a intensidade!
Viver os momentos, como este que também estamos a viver, em simultâneo: o regresso à rotina, às escolas, aos amigos de sempre e aos novos amigos que já são os melhores amigos :-). Cadernos novos, manuais “com aquele cheiro único”, lápis por afiar! Pelo meio, alguns momentos de relativa liberdade, para que o (re)começo seja suave… o mais suave possível!
E a verdade é que nas últimas semanas fartámo-nos de “queimar cartuchinhos” 😉
Bring them all, cheers to the new beginnings!
P.S. Nunca olhei tanto para um calendário de Luas!