Booos-ooos e outros medos

IMG_20151030_141135

IMG_20151028_224314

IMG_20151030_140848

IMG_20151030_140956

IMG_20151030_141300

Xiii, e quando eu vociferava contra os Halloweens da vida…? E agora aqui estamos. Vociferava porque era um costume estrangeiro herdado à conta do consumo (ainda acho), vociferava porque achava um disparate tudo em volta do tema, os medos, as guloseimas… etc. Ok, talvez também fosse contra porque eram coisas que assustavam, e só via o lado negro. Uns quantos anos depois, deixei de vociferar. Temos de gastar energias com as coisas de que realmente gostamos, e aplicar só o indispensável naquilo que não gostamos e queremos mudar, é necessário rentabilizar muito bem as energias… Estes fantasminhas, e bruxas, e morcegos, e abóboras, enquanto brincadeira, até nos ajudam a exorcizar medos, angústias… rimo-nos mais e pronto! Este é um dos momentos em que poderia muito bem dizer “que os meus filhos me fizeram olhar para as coisas de outra maneira”. Brincar aos fantasmas, sem gastos supérfluos e ainda com direito a queques de abóbora e cenoura. Um dia diferente com trabalhos manuais à mistura, morcegos pintados por eles (com as caixas de cereais guardadas) e um simpático fantasma a receber-nos à porta. Porque não…?
A vida constrói-se todos os dias!

Fazedores

Queens

IMG_20151020_134709

IMG_20151020_134507

Makers, they say… e é bom, ser um “fazedor”, seja lá do que for! Partilhar, mostrar coisas… não por vaidade, mas por atenção. Partilhar com os outros é dar-lhes atenção, é dizer-lhes “vocês estão aqui e eu agradeço-vos as críticas”. Os meus dias são cheios de tudo, de palavras, de emoções, arrelias, imaginações, ideias soltas, pontas de fitas ondulantes… Às vezes consigo reunir umas pontas, aquelas mais visíveis, e delas nascem as tais “coisas”.
Vivo com essas coisas cá dentro, muitos dias seguidos, e espero o momento certo (nunca existe para uma mãe!) para arregaçar as mangas e fazer acontecer. Tentativa-erro, muitas vezes, fazedor é mesmo assim. Tentar, falhar, repetir! Acima de tudo, observar. Quando observamos realmente uma coisa conseguimos vê-la de fora, e às vezes é esse tempo de observar que nos faz falta, o tempo de “fora”, para concluir a ideia.

Contas

Caminho

Há dias em que as crias parecem ainda bebés, de tão enredadas que estão a nós. Saltam do colo, e depois voltam, porque a segurança de um abraço dá-lhes aquela força para voar. Noutros dias, voam tão seguras e firmes, que parece que passaram cem anos desde o momento em que nasceram. São grandes, diante de nós, tomam decisões e assumem posições. Onde é que aprenderam isto…? Connosco, com elas, com os outros. O “social” deu-lhes as asas, o “pessoal” a segurança.
Caminham, vão em frente e, de vez em quando, voltam-se para nós e sorriem. O truque é sorrir honestamente para elas, sem que elas vejam que as nossas pernas, por vezes, estão um pouco bambas. O caminho faz-se caminhando. Tão logicamente simples.

coisas barra projectos

IMG_20151009_231249

À noite, depois das crias deitadas, depois de adormecerem enroscados no sofá, eles e os gatos, os gatos e eles, ou depois de cairem exaustos em cima da cama com as brincadeiras e trabalhos da semana… é nessa altura que, em noites de energia suplementar, reforçadas pela ideia de que “amanhã ainda é Sábado…!”, vou buscar ” as minhas coisas” (e um copo de vinho que se prolonga do jantar). Coisas sim, porque na verdade são um sem número de vontades criativas, às vezes sem nenhuma ordem específica. Num outro fim-de-semana tínhamos feito a serra de Sintra, um terço dela, vá…:-) e à medida que caminhávamos, fomos descobrindo aquilo que Ela/Natureza nos dá, para levarmos para casa: paus para arco e flecha do Matias, ou para quadros de lã da Triz, ou para coisas arrojadas da mãe (que de tão arrojadas que são levam séculos para se “mostrarem”). Castanhas novas, pequeninas, muitas, bolsos das calças cheios delas e a perspectiva de um banquete de Outono. E pinhas. Muitas pinhas. Eu adoro pinhas. Não sei o que é… não sei se é a ideia de que algo de bom-acolhedor se aproxima, ou se é das recordações de tardes infinitas de calor, debaixo dos pinheiros, lá no Casal dos meus avós. Aquele cheiro, entre resina e pinhão, e aquela ideia de que, dentro de algo tão grosseiro e seco, se esconde um dos frutos mais maravilhosos. Pinhas. Todos me trouxeram pinhas. Mais ou menos toscas (a Natureza não conhece essa expressão…) todas para um projecto, mesmo que só na cabeça. Primeiro pinto-as, depois olho para elas e são elas que me vão dizer onde vão querer estar. Assim seja.
O cheiro a pinhas, esse, já inundou a sala.

Rolar

IMG_2356_collective

IMG_2369_collective
IMG_2352_colored

Rolar é ao domingo. “Quando a vida te der umas rodas… desliza!” And that’s how we do it. Um dos últimos domingos foi daqueles em que deixamos para trás uma casa desalinhada (e o quanto nos vamos arrepender, nos dias seguintes) e partimos, sem rumo definido. O melhor de ter tempo é poder partir sem a pressa das horas.
Ontem também foi dia de fazer de conta que não era terça-feira. Aconteceu, nem programei… melhor ainda!
Ir “andando”, de tarefa em tarefa, sem pensar muito no que vem a seguir. A loucura! Resultado: direito a encostar no sofá só uma hora mais tarde… e muito, mas muito sono… Bora lá tentar manter o espírito!